Perdão se pelos meus olhos não chegam
mais claridade que a espuma da praia.
Perdão porque meu espaço
se estende sem amparo
e não acaba:
_ monótono é o meu canto,
minha palavra é um pássaro sem ninho,
forma de pedra, som de ar.
Perdão, que o meu desconsolo é incorruptível,
e eu me entrego a este dia branco e chuvoso.
Perdão por essa sucessão de água, da rocha, a bruma.
O vai e vem das multidões....
_ assim é minha solidão:
saltos bruscos de sol contra os muros
do meu secreto interior.
Tanto que sou um interminável inverno,
como as ondas se repetindo.
Perdão, que o silêncio tomou conta,
como um canto submergido na neve.
mais claridade que a espuma da praia.
Perdão porque meu espaço
se estende sem amparo
e não acaba:
_ monótono é o meu canto,
minha palavra é um pássaro sem ninho,
forma de pedra, som de ar.
Perdão, que o meu desconsolo é incorruptível,
e eu me entrego a este dia branco e chuvoso.
Perdão por essa sucessão de água, da rocha, a bruma.
O vai e vem das multidões....
_ assim é minha solidão:
saltos bruscos de sol contra os muros
do meu secreto interior.
Tanto que sou um interminável inverno,
como as ondas se repetindo.
Perdão, que o silêncio tomou conta,
como um canto submergido na neve.
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