Rodízio de camarão na sexta-feira, feijoada no domingo, festa de aniversário na segunda-feira, e aqui estou eu, sem emagrecer um grama sequer, talvez mesmo com uns gramas a mais bem localizados na região abdominal. Consegui me superar no quesito fracasso.
Tive um xilique na noite passada e quem sofreu foi meu namorado. Pessoa que eu amo e quero bem, passou por uma situação constrangedora devido minha falta de controle e meu mal humor. Acredito mesmo que eu sofri mais do que ele, pois isso tudo estava dentro de mim, tanta agressividade e julgamento não são sentimentos nobres nem sadios. Passei o dia com sono, desanimada, estranha, me sentindo a última da fila, triste.
Porém só tenho aprendido as coisas na marra. Preciso sofrer e errar, não nesta ordem, para entender certos mecanismos de auto agressão. Portanto, estar melancólica hoje me fará pensar melhor nas soluções que tenho para minha vida que anda tão chata e solitária.
Acredito que tudo tem uma conexão na nossa vida. Sou o reflexo do que faço.
Mesmo diante desta tragédia grega que foram minhas últimas horas (me privo de contar alguns detalhes), vejo hoje a maior luz que pode me tirar deste breu cinzento. Primeiro vi aquela luz no final do túnel, quis pegar carona com a morte e enfiar o carro debaixo de um caminhão na Via DUTRA. Viva a morte!
Mas fiquei com muito medo de morrer de verdade, me arrependi de querer e de dizer que quero morrer. Eu não quero morrer. Quero apenas matar alguns aspectos da minha psique que só me atrapalham. É outra morte, aquela que gera o ciclo da vida.
Aluz de que falo agora eu vi dentro do consultório de fisioterapia que comecei a frequentar na tentativa de me livrar de dores, inflamações, estriamentos musculares e desvios de coluna. Aquele lugar representa o máximo que estou fazendo por mim hoje, além de levantar todos os dias para trabalhar. Me senti verdadeiramente viva quando a fisioterapeuta puxou minha perna e eu senti uma dor estonteante. Esta ali, minha perna existe! Eu consegui entrar no carro e ir naquele lugar, ainda existe iniciativa, vontade de melhorar.
É este sentimento de estar viva e querer algo bom para o meu corpo que eu vou guardar na minha alma e potencializar toda vez que pegar o carro e for pra este lugar. Ali é o melhor lugar do mundo!
Hoje eu tive outro avanço gigantesco na minha vida: fui em uma academia sugerida pela fisioterapeuta onde vou iniciar um treinamento de três vezes por semana para fortalecer os músculos, alongá-los e, por último, chegar ao meu IMC ideal. O lugar é super bacana, pequeno, aparelhos novos, sem piriguetes! Cada professor fica com até três alunas durante uma hora, em um treinamento super personalizado. É caro, ou melhor, é um investimento, mas é a melhor coisa que posso me dar neste momento.
Começar todo dia, recomeçar todo dia, matando o que ruim, dando lugar ao que é novo, ao que pulsa.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
FERIADÃO
Puts, o feriadão quebrou minha rotina no blog... Antes, por estar atarefada com o trabalho acumulado e durante, pois tirei folga da minha meta.
Mas como disse minha mãe, se escorregou hoje, volte ao prumo amanhã. Assim fiz...
Durante o feriado cometi alguns deslizes, como beber vinho, cerveja, coca cola, comer sorvete, almoçar três carboidratos juntos, comer macarronada à noite...
Mas senti que desde o primeiro dia, dei uma pequena esvaziada, me senti melhor, mais controlada, com horizontes promissores, otimista.
Hoje minha dieta ficou um pouco comprometida, mais pela falta de tempo do que tudo. É que trabalheii de manhã em casa e tive que almoçar o que sobrou do feriado. Mas vamos lá!
Basta saber em que usá-lo para não desperdiçar!
Mas como disse minha mãe, se escorregou hoje, volte ao prumo amanhã. Assim fiz...
Durante o feriado cometi alguns deslizes, como beber vinho, cerveja, coca cola, comer sorvete, almoçar três carboidratos juntos, comer macarronada à noite...
Mas senti que desde o primeiro dia, dei uma pequena esvaziada, me senti melhor, mais controlada, com horizontes promissores, otimista.
Hoje minha dieta ficou um pouco comprometida, mais pela falta de tempo do que tudo. É que trabalheii de manhã em casa e tive que almoçar o que sobrou do feriado. Mas vamos lá!
- Café da manhã: 01 pão integral com cream chesse e 01 xícara de café com leite desnatado;
- Lanche: 01 ameixa
- Almoço: farofa de ovos e linguiça, maionese e 02 sticks de frango fritos, 01 laranja de sobremesa;
- Lanche: 02 salgadinhos assados de frango com catupiry do Rei dos Salgadinhos
- Jantar: espero comer apenas um iogurte com frutas e uma fatia de pão integral, para compensar a comilança do dia...
Basta saber em que usá-lo para não desperdiçar!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Cardápio do dia 09/11/2011
Hoje tive um ótimo dia, o trabalho rendeu, fiz coisas que gosto e fechei o dia com meu grupo de teatro dança afro butoh, dancei durante três horas seguidas, suei bastante a camisa! Finalizei a noite na companhia do meu amado namorado, hum delícia!
Mas em relação ao meu propósito, identifico algumas limitações preocupantes: a necessidade de treinar meu autocontrole e os problemas de saúde que me impedem de ter uma rotina mais saudável e ativa: dores lombares e no joelho. Estou mancando há uma semana e mal consigo caminhar... Mas vamos ao que comi hoje:
OBS_ Hoje, pela primeira vez, me perguntaram se estou grávida... respondi que não, estou gordinha mesmo.
Mas em relação ao meu propósito, identifico algumas limitações preocupantes: a necessidade de treinar meu autocontrole e os problemas de saúde que me impedem de ter uma rotina mais saudável e ativa: dores lombares e no joelho. Estou mancando há uma semana e mal consigo caminhar... Mas vamos ao que comi hoje:
- Café da manhã: 01 pão integral com requeijão, 01 copo de leite desnatado com café;
- Lanche: 01 fatia de bolo pequena e 2 torradas;
- Almoço: arroz, feijão, batata assada, abobrinha refogada e 1 pedacinho de angu (380 gr.). Sobremesa: 01 barrinha de granola;
- Lanche: 01 assado de queijo e presunto, 01 barrinha de cereal. No meio da aula, comi uma pequena porção de biscoito de canela natural;
- Jantar: 01 baguete de pão integral, com recheio ligth de peito de peru e 01 copo de suco de laranja ligth.
OBS_ Hoje, pela primeira vez, me perguntaram se estou grávida... respondi que não, estou gordinha mesmo.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Dieta do dia 08/11/2011
"Dieta" do dia:
- Café da manhã: 01 xícara de yogurte e três biscoitos com cream chesse;
- Lanche: 04 biscoitinhos salgados com café/ adoçante;
- Almoço: 01 bife pequeno de carne, 01 pedaço pequeno de frango, arroz integral, feijão, salada e molho (350 gr.). Sobremesa: 01 batom;
- Lanche da tarde: 01 pote pequeno de salada de frutas;
- Jantar: sete pães de queijo pequenos, 2 pães integrais, 01 copo de coca cola, 01 xícara de suco de laranja e requeijão.
Karma - O korpo que não kabe
O que me motiva a escrever um blog com o nome "O Corpo não Cabe"? Primeiro, a necessidade de escrever sobre um assunto que me aflige e que aflige quase 100% da população feminina e grande parte da masculina: a relação com o corpo. Segundo, a necessidade de buscar respostas, informações, impulsos, soluções, incentivos para resolver esta minha questão.
A questão é esta: desde os quatro meses de idade tenho problemas com o peso, que mais tarde se transformaram em problemas com minha forma. O excesso de gordura é praticamente um problema universal, gerado no seio da sociedade de consumo industrial e globalizada. É também um problema pessoal de ordem psicológica, um karma que me toca no mais íntimo da alto estima e da personalidade. Nunca sofri com a obesidade mórbida, mas sempre tive problemas com 10 ou12 quilos a mais.
Minha primeira dieta, como já sinalizei, foi aos quatro meses de idade. Vejo as fotos daquela bebê rechonchuda, tão linda, que vivia a base de farinha láctea.... e que ali mesmo começou a carregar o gene da obesidade.
Aos onze anos, totalmente inconfortável e alienígena ao meu próprio corpo, iniciei minha incurssão no mundo dos distúrbios alimentares: compulsão oral, bulimia e distorção da imagem. Com 14 anos, fiz a primeira cirgia plástica para redução de mama, que teve que ser refeita aos 20 anos pois eu engordei e a cicatriz ficou deformada. Aos 15 anos, comecei a tomar adoçante dietético e a fazer as primeiras dietas da moda. Daí veio o querido e maldito efeito sanfona.
Aos 30 anos, parei de fumar e voltei a engordar. Entrei em desespero e encontrei minha solução mágica: os medicamentos. Como disse um querido amigo, eu me zipei! Finalmente consegui emagrecer e me mantive nesta solução por cerca de seis anos. Os efeitos colaterais começaram a me preocupar, a taquicardia era diária, a pressão sempre baixa, a desidratação, a dependência, enfim... Parei de tomar os remédios.
É nesta fase que me encontro. Dois meses depois dos medicamentos e alguns quilos a mais. Já é notório, as pessoas já começaram a comentar, afinal, não sou somente eu que tenho uma fita métrica nos olhos...
Aqui compartilho com todo o mundo o que de mais pessoal e secreto sinto e penso, com o objetivo de reconhecer em outras pessoas as mesmas questões. Também quero fazer um diário de bordo com as evoluções e escorregões da minha dieta, para que possa aprender com meus próprios passos e descompassos.
Mais do que ser magra, quero ser feliz. Para isso, preciso aceitar minhas limitações e superá-las. Não é fácil falar dessas coisas, mas quem sabe, este é o começo de uma nova fase, mais consciente, mais saudável, mais feliz!
A questão é esta: desde os quatro meses de idade tenho problemas com o peso, que mais tarde se transformaram em problemas com minha forma. O excesso de gordura é praticamente um problema universal, gerado no seio da sociedade de consumo industrial e globalizada. É também um problema pessoal de ordem psicológica, um karma que me toca no mais íntimo da alto estima e da personalidade. Nunca sofri com a obesidade mórbida, mas sempre tive problemas com 10 ou12 quilos a mais.
Minha primeira dieta, como já sinalizei, foi aos quatro meses de idade. Vejo as fotos daquela bebê rechonchuda, tão linda, que vivia a base de farinha láctea.... e que ali mesmo começou a carregar o gene da obesidade.
Aos onze anos, totalmente inconfortável e alienígena ao meu próprio corpo, iniciei minha incurssão no mundo dos distúrbios alimentares: compulsão oral, bulimia e distorção da imagem. Com 14 anos, fiz a primeira cirgia plástica para redução de mama, que teve que ser refeita aos 20 anos pois eu engordei e a cicatriz ficou deformada. Aos 15 anos, comecei a tomar adoçante dietético e a fazer as primeiras dietas da moda. Daí veio o querido e maldito efeito sanfona.
Aos 30 anos, parei de fumar e voltei a engordar. Entrei em desespero e encontrei minha solução mágica: os medicamentos. Como disse um querido amigo, eu me zipei! Finalmente consegui emagrecer e me mantive nesta solução por cerca de seis anos. Os efeitos colaterais começaram a me preocupar, a taquicardia era diária, a pressão sempre baixa, a desidratação, a dependência, enfim... Parei de tomar os remédios.
É nesta fase que me encontro. Dois meses depois dos medicamentos e alguns quilos a mais. Já é notório, as pessoas já começaram a comentar, afinal, não sou somente eu que tenho uma fita métrica nos olhos...
Aqui compartilho com todo o mundo o que de mais pessoal e secreto sinto e penso, com o objetivo de reconhecer em outras pessoas as mesmas questões. Também quero fazer um diário de bordo com as evoluções e escorregões da minha dieta, para que possa aprender com meus próprios passos e descompassos.
Mais do que ser magra, quero ser feliz. Para isso, preciso aceitar minhas limitações e superá-las. Não é fácil falar dessas coisas, mas quem sabe, este é o começo de uma nova fase, mais consciente, mais saudável, mais feliz!
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