terça-feira, 8 de novembro de 2011

Karma - O korpo que não kabe

O que me motiva a escrever um blog com o nome "O Corpo não Cabe"? Primeiro, a necessidade de escrever sobre um assunto que me aflige e que aflige quase 100% da população feminina e grande parte da masculina: a relação com o corpo. Segundo, a necessidade de buscar respostas, informações, impulsos, soluções, incentivos para resolver esta minha questão.

A questão é esta: desde os quatro meses de idade tenho problemas com o peso, que mais tarde se transformaram em problemas com minha forma.  O excesso de gordura é praticamente um problema universal, gerado no seio da sociedade de consumo industrial e globalizada. É também um problema  pessoal de ordem psicológica, um karma que me toca no mais íntimo da alto estima e da personalidade. Nunca sofri com a obesidade mórbida, mas sempre tive problemas com 10 ou12 quilos a mais.

Minha primeira dieta, como já sinalizei, foi aos quatro meses de idade. Vejo as fotos daquela bebê rechonchuda, tão linda, que vivia a base de farinha láctea.... e que ali mesmo começou a carregar o gene da obesidade.

Aos onze anos, totalmente inconfortável e alienígena ao meu próprio corpo, iniciei minha incurssão no mundo dos distúrbios alimentares: compulsão oral, bulimia e distorção da imagem. Com 14 anos, fiz a primeira cirgia plástica para redução de mama, que teve que ser refeita aos 20 anos pois eu engordei e a cicatriz ficou deformada. Aos 15 anos, comecei a tomar adoçante dietético e a fazer as primeiras dietas da moda. Daí veio o querido e maldito efeito sanfona.

Aos 30 anos, parei de fumar e voltei a engordar. Entrei em desespero e encontrei minha solução mágica: os medicamentos. Como disse um querido amigo, eu me zipei! Finalmente consegui emagrecer e me mantive nesta solução por cerca de seis anos. Os efeitos colaterais começaram a me preocupar, a taquicardia era diária, a pressão sempre baixa, a desidratação, a dependência, enfim... Parei de tomar os remédios.

É nesta fase que me encontro. Dois meses depois dos medicamentos e alguns quilos a mais. Já é notório, as pessoas já começaram a comentar, afinal, não sou somente eu que tenho uma fita métrica nos olhos...

Aqui compartilho com todo o mundo o que de mais pessoal e secreto sinto e penso, com o objetivo de reconhecer em outras pessoas as mesmas questões. Também quero fazer um diário de bordo com as evoluções e escorregões da minha dieta, para que possa aprender com meus próprios passos e descompassos.

Mais do que ser magra, quero ser feliz. Para isso, preciso aceitar minhas limitações e superá-las. Não é fácil falar dessas coisas, mas quem sabe, este é o começo de uma nova fase, mais consciente, mais saudável, mais feliz!


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