segunda-feira, 28 de novembro de 2011

(re)COMEÇAR TODO DIA

Rodízio de camarão na sexta-feira, feijoada no domingo, festa de aniversário na segunda-feira, e aqui estou eu, sem emagrecer um grama sequer, talvez mesmo com uns gramas a mais bem localizados na região abdominal. Consegui me superar no quesito fracasso.

Tive um xilique na noite passada e quem sofreu foi meu namorado. Pessoa que eu amo e quero bem, passou por uma situação constrangedora devido minha falta de controle e meu mal humor. Acredito mesmo que eu sofri mais do que ele, pois isso tudo estava dentro de mim, tanta agressividade e julgamento não são sentimentos nobres nem sadios. Passei o dia com sono, desanimada, estranha, me sentindo a última da fila, triste.

Porém só tenho aprendido as coisas na marra. Preciso sofrer e errar, não nesta ordem, para entender certos mecanismos de auto agressão. Portanto, estar melancólica hoje me fará pensar melhor nas soluções que tenho para minha vida que anda tão chata e solitária.

Acredito que tudo tem uma conexão na nossa vida. Sou o reflexo do que faço.

Mesmo diante desta tragédia grega que foram minhas últimas horas (me privo de contar alguns detalhes), vejo hoje a maior luz que pode me tirar deste breu cinzento. Primeiro vi aquela luz no final do túnel, quis pegar carona com a morte e enfiar o carro debaixo de um caminhão na Via DUTRA. Viva a morte!

Mas fiquei com muito medo de morrer de verdade, me arrependi de querer e de dizer que quero morrer. Eu não quero morrer. Quero apenas matar alguns aspectos da minha psique que só me atrapalham. É outra morte, aquela que gera o ciclo da vida.

Aluz de que falo agora eu vi dentro do consultório de fisioterapia que comecei a frequentar na tentativa de me livrar de dores, inflamações, estriamentos musculares e desvios de coluna. Aquele lugar representa o máximo que estou fazendo por mim hoje, além de levantar todos os dias para trabalhar. Me senti verdadeiramente viva quando a fisioterapeuta puxou minha perna e eu senti uma dor estonteante. Esta ali, minha perna existe! Eu consegui entrar no carro e ir naquele lugar, ainda existe iniciativa, vontade de melhorar.

É este sentimento de estar viva e querer algo bom para o meu corpo que eu vou guardar na minha alma e potencializar toda vez que pegar o carro e for pra este lugar.  Ali é o melhor lugar do mundo!

Hoje eu tive outro avanço gigantesco na minha vida: fui em uma academia sugerida pela fisioterapeuta onde vou iniciar um treinamento de três vezes por semana para fortalecer os músculos, alongá-los e, por último, chegar ao meu IMC ideal. O lugar é super bacana, pequeno, aparelhos novos, sem piriguetes! Cada professor fica com até três alunas durante uma hora, em um treinamento super personalizado. É caro, ou melhor, é um investimento, mas é a melhor coisa que posso me dar neste momento.

Começar todo dia, recomeçar todo dia, matando o que ruim, dando lugar ao que é novo, ao que pulsa.

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